Uma regra geral, conhecida por todos os engenheiros, é a de que se deve evitar ao máximo o uso do mesmo material para peças móveis que ficarão em contato umas com as outras. A principal razão para isto é o desgaste excessivo que isso pode gerar. Quando falamos de esteiras modulares, rodas e varetas, essa regra também se aplica.

           

Além desse desgaste excessivo, existe outro problema: o barulho do ranger do poliacetal (POM) das esteiras modulares com o poliacetal das rodas. Você sabe por que isso acontece? A COBRA Correntes, empresa brasileira especializada em soluções para a movimentação intralogística, preparou este artigo para que você possa entender melhor sobre o assunto.

 

Por que o rangido acontece

Para entender melhor, imagine que o movimento da esteira modular é reduzido a uma velocidade muito baixa. Neste ponto, se observarmos a curva de atrito, será possível ver que ela sobe e desce, no formato de um dente de serra (ver imagem ao lado). Esse “sobe e desce” é acompanhado de um ruído de “tique-taque”.

 

Esse ruído, por sua vez, é originado pelo movimento de duas superfícies, que se alternam entre grudar uma na outra, e deslizar uma sobre a outra. Esse movimento acontece, geralmente, quando o atrito estático é maior do que o atrito de deslizamento, e quando as velocidades de deslizamento são lentas e a pressão de contato é alta.

 

Mesmo que o movimento entre as peças não seja tão rápido ou constante, em geral, não é uma boa ideia combinar poliacetal com poliacetal. Como já vimos, pode ocorrer não apenas desgaste excessivo, mas também rangidos. Ambos os problemas aparecem com mais frequência se a esteira modular estiver funcionando em ambientes de clima seco.

 

Como evitar rangidos

Agora que já vimos como o rangido acontece, vamos ver o que pode ser feito para evitá-lo. Afinal, reduzir ruídos aumenta a segurança para funcionários e traz mais eficiência na linha de produção.

 

Já que combinar poliacetal com poliacetal não é uma boa ideia, vamos explorar quais outros materiais podem ser utilizados e qual deles é o mais indicado.

 

  • Esteira modular de poliacetal e roda de poliamida

Para evitar problemas em ambientes de clima seco, a melhor combinação é uma esteira modular de poliacetal com rodas de poliamida. Esse combo oferece uma ótima resistência a desgaste, proporcionando à esteira uma vida útil mais longa e custos reduzidos de manutenção e substituição. Todavia, embora seja uma excelente combinação para aplicações em ambientes de clima seco, não é a melhor solução quando a esteira está molhada.

 

  • Esteira modular de poliacetal e varetas em polipropileno

Ao utilizar esta combinação na configuração de uma esteira modular estamos evitando a utilização do mesmo material em peças que geram movimento fazendo com que o efeito de fricção entre os materiais seja menor visto que o polipropileno é um polímero de engenharia macio em relação ao poliacetal.

 

  • Esteira modular de polipropileno e varetas em poliacetal.

Esta combinação é indicada para transportadores industriais que terão baixas cargas de trabalho porém podem movimentar produtos extremamente abrasivos evitando assim a que a fricção entre a abrasividade do produto danifique a vareta.

 

A COBRA Correntes dispões de atendimento especializado como time de engenharia de aplicação que lhe auxilia na identificação da melhor solução para o seu equipamento transportador.

 

Agora que você já sabe como os rangidos acontecem e o que fazer para evitá-los, também pode gostar de ler mais sobre como é feito o reparo de uma esteira modular plástica. Se precisar de manutenção e suporte, a COBRA Correntes tem profissionais especializados para tirar suas dúvidas. Com expertise e tradição, a marca realiza levantamento técnico de partes e peças e auxilia na resolução dos problemas.

 

Teremos prazer em ajudar. Entre em contato!